sábado, 24 de julho de 2010

"Não me perco do menino que eles teimam em me roubar." Alceu Valença.


Os melhores sonhos são os de um menino, pois trazem em si a essência do que somos. Quando menino eu sonhava em ser vaqueiro, embora seja filho de pais essencialmente urbanos, assim como meus irmãos. Mesmo assim, minha identificação com a figura lendária do vaqueiro foi imediata, a coisa de viver sobre um cavalo, solto no mato, tangendo gado, tendo a companhia do fiel cachorro, isso me fascinou. Trinta e tantos anos depois, sinto que o menino que trago em mim reclama cada vez mais forte o direito ao seu sonho. Calma família, clientes e amigos, isso não quer dizer que irei abandonar minha profissão, vestir um gibão, chapéu de couro, calçar as esporas e me embrenhar na caatinga. Quero apenas e vou perseguir o direito de desfrutar momentos que façam sentir-me de bem comigo mesmo, resgatar a minha essência, poder ao menos uma vez por mês,

na companhia
de um bom cavalo, campear sem rumo certo, desfrutar do contato com a naturez
a, cruzar pastos, atravessar córregos, ouvir o canto dos pássaros.
Na foto, em 2002, eu e a morena, uma égua fantástica, veloz, meio nervosinha, mas era só levar com jeito.
Agora, setembro de 2011, numa cavalgada com meu querido amigo Rodrigo.
E o Arthur já aprendendo a montar com o pai vaqueiro. (risos)




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