sexta-feira, 30 de julho de 2010

Mestre Antonio Nóbrega

Antonio Nóbrega, conhece? Ele não é de aparecer para a grande mídia. É um artista que enobrece e fomenta a música de raiz, folclórica, talvez por isso os meios de comunicação não se interessem por ele. Modestamente, Nóbrega se define como um brincante, forma como são chamados os participantes dos folguedos no interior de Pernambuco. Mas para apresentá-lo melhor temos que citar uma lista de talentos do mestre: cantor, compositor, instrumentista e exímio dançarino, além disso um pesquisador das origens da nossa cultura. Para resumir, trata-se de um verdadeiro embaixador da cultura pernambucana. Por isso, como forma de render uma modesta homenagem, separei três vídeos que dão uma pequena mostra da genialidade de Antonio Nóbrega.

Clique com o botão direito sobre os links, depois em abrir em nova aba.
Melodia Sentimental, com balé: http://www.youtube.com/watch?v=KoSpFzyzJao

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vamos acabar com o voto obrigatório.

2010, ano de eleição.
Em breve veremos a programação da TV ser invadida pelos ilustres candidatos a distritais, deputados federais e senadores, com as mesmices de sempre, promessas e ataques aos adversários. Porém nos meus 46 anos de vida, jamais vi um candidato, que eu me lembre, que usasse o horário eleitoral gratuito para defender o fim da obrigatoriedade do voto.

Sabem porque eles não fazem isso, porque os caciques dos seus partidos não permitem, isso desmantelaria as aspirações da grande maioria dos políticos brasileiros e de muitos partidos, que apostam todas as fichas nessa ferramenta de poder, a ignorancia do eleitor.
Com o fim da obrigatoriedade do voto, compareceria as urnas somente o eleitor interessado em política, aquele que acompanha a trajetória desses caras e tem o discernimento necessário para julgá-los no dia da eleição. Não que o cidadão mais politizado esteja imune ao engano, mas com certeza não vota em políticos com o histórico já conhecido de corrupção e outros crimes ainda mais graves, como temos aqui em Brasília.
Em contrapartida, o eleitor menos esclarecido, o povão, que é quem elege os de sempre, deixam-se influenciar facilmente pelas bem elaboradas propagandas na TV e pelas promessas de doação de lotes em terra pública, promessas de emprego, autorização de exames e cirurgias na rede de pública de saúde, etc.
Tendo nas mãos essa massa fácil de ser ludibriada e manobrada, qual o interesse que os coronéis da política desse país teriam em por um fim a obrigatoriedade do voto? Isso me faz lembrar o saudoso Odorico Paraguaçu, que se estivesse vivo, diria: "seu Dirceu borboleta, isso não passa de uma invencionice dessa imprensa marronzista e moscouvita. Prafentemente, com o inauguramento da minha obra-prima (o cemitério de Sucupira), esse povo logo esquece essa bestagem".
Político sério e bem intencionado, na minha opinião, teria que começar uma campanha abraçando essa causa, se não o faz e rende-se a vontade dos caciques dos seus partidos, já nos dão de saída uma mostra do que serão como parlamentares. Digamos nós, cidadãos conscientes, um grande NÃO a obrigatoriedade do voto. Vamos criar um Projeto de Lei de iniciativa popular acabando com o voto obrigatório, será um enorme passo para o início de uma nova ordem na política brasileira, começando pelo voto com maior nível de consciência.

domingo, 25 de julho de 2010

Encontro de gênios.

Albinos, um alagoano, o outro pernambucano. Em comum o fato de não poderem se expor ao sol forte e ajudar o pai no roçado. Para passar o tempo, em casa, ficavam ali bulindo na sanfona, tirando os primeiros acordes. Deu nisso, Hermeto Pascoal e Sivuca, músicos reconhecidos internacionalmente pela habilidade extraordinária na sanfona e outros instrumentos.

Clique com o botão direito no link abaixo, depois em abrir em nova aba:
http://www.youtube.com/watch?v=LdLy2HIc0iU&feature=related

"Virgulino Lampião, Deputado Federá." de Jessier Quirino

2010, ano de eleição. Com o baixo nível dos nossos políticos, a bandalheira que assistimos todos os dias nos noticiários, só aprovando a Lei do Cangaço proposta por Virgulino, o Lampião.
Ouça o discurso proferido no Congresso Nacional pelo "Deputado Federá" Lampião.
Se a Lei tivesse aprovação, como se diz no sertão, não restaria um cabra-safado pra contar a história, sobraria cadeira, faltaria ladrão.

Jessier Quirino é arquiteto, escritor, contador de causo, poeta e humorista.



Clique com o botão direito no link abaixo, depois em abrir em nova aba:
http://www.youtube.com/watch?v=SqEBfucbXiI

sábado, 24 de julho de 2010

"Não me perco do menino que eles teimam em me roubar." Alceu Valença.


Os melhores sonhos são os de um menino, pois trazem em si a essência do que somos. Quando menino eu sonhava em ser vaqueiro, embora seja filho de pais essencialmente urbanos, assim como meus irmãos. Mesmo assim, minha identificação com a figura lendária do vaqueiro foi imediata, a coisa de viver sobre um cavalo, solto no mato, tangendo gado, tendo a companhia do fiel cachorro, isso me fascinou. Trinta e tantos anos depois, sinto que o menino que trago em mim reclama cada vez mais forte o direito ao seu sonho. Calma família, clientes e amigos, isso não quer dizer que irei abandonar minha profissão, vestir um gibão, chapéu de couro, calçar as esporas e me embrenhar na caatinga. Quero apenas e vou perseguir o direito de desfrutar momentos que façam sentir-me de bem comigo mesmo, resgatar a minha essência, poder ao menos uma vez por mês,

na companhia
de um bom cavalo, campear sem rumo certo, desfrutar do contato com a naturez
a, cruzar pastos, atravessar córregos, ouvir o canto dos pássaros.
Na foto, em 2002, eu e a morena, uma égua fantástica, veloz, meio nervosinha, mas era só levar com jeito.
Agora, setembro de 2011, numa cavalgada com meu querido amigo Rodrigo.
E o Arthur já aprendendo a montar com o pai vaqueiro. (risos)