domingo, 20 de novembro de 2011

Parque do Xingu - O Avatar do Brasil.



Você assistiu Avatar? Se não assistiu, ainda está em tempo. O filme ganhou a simpatia do público por ser uma forma bem elaborada de denunciar o modelo da nossa sociedade gananciosa e voraz na exploração das últimas fontes de recursos naturais e de energia do planeta Terra. Com isso invadiram o planeta dos avatares no intuito de explorar as riquezas preservadas por um povo pacífico e que respeita o seu planeta.
O Parque Indígena do Xingu podemos dizer que é uma espécie de Avatar encravado na região de transição do cerrado com a floresta amazônica. São 26 mil quilômetros quadrados de floresta densa, totalmente preservada pelos grupos indígenas que habitam o Parque. Essas etnias estão presentes na região há milhares de anos, com seu modo de vida auto-sustentável, que consiste basicamente em respeitar as Leis da natureza, consumindo apenas aquilo que é necessário a sobrevivência e a uma vida digna. Jamais ultrapassando os limites de sustentabilidade e a capacidade de regeneração da fauna e da flora da região que habitam desde antes da chegada dos exploradores, os portugueses.
Além do respeito as Leis da Natureza, que reflete diretamente na auto-sustentabilidade do seu modelo, o sistema social dos índios brasileiros beira a perfeição. Nas tribos do Xingu, todas as atividades de subsistência são coletivas. Desde o plantio das roças de mandioca e pequi, a formação dos grupos de caça e pesca, a construção das ocas e qualquer outra benfeitoria é feita em grupo (em mutirão), e os resultados compartilhados por todos. Ou seja, não existe índio sem moradia ou pagando aluguel; se um índio estiver passando fome é porque toda a tribo está passando por privações; a escola é gratuita e acessível a todos (entenda por escola de índio: os ensinamentos sobre a sua cultura passados pelos anciões, sua medicina natural, além de aprender a plantar, pescar, caçar e defender-se dos perigos da floresta); o lazer é gratuito e aberto a toda comunidade, nas festas dos índios (como o kuarup e outras) não existe ingresso ou abadá (camiseta convite, como no carnaval de Salvador); e por fim, quando um índio se casa não precisa comprar uma casa nova, o rapaz muda-se para a oca da família da moça e leva consigo apenas seus pertences de uso pessoal (como sua rede, seu arco e flechas), simples assim.

É esse modo simples e sábio de se viver que garante que a floresta continue em pé, preservada e com sua fauna protegida, abundante, como tem que ser.
A onça pintada, respeitada e temida pelos índios, é como um termômetro da saúde da floresta. Por ser um predador de topo na cadeia alimentar, a sua presença em número satisfatório é uma demonstração que a fauna está em equilíbrio na região. Se as onças somem é um sinal claro que a fauna daquela região está em sério declínio.
E assim é com todo o resto, as Leis da Natureza são claras e imutáveis, e os índios as conhecem e as respeitam há milhares de anos. Enquanto nós, que nos auto-rotulamos como "civilizados", além de desconhecermos essas Leis, quando as conhecemos as desprezamos da forma mais estúpida e criminosa possível.
O Parque Indígena do Xingu sofre há décadas diversas ameaças ao seu território, seja pelo abraço da morte promovido pelas queimadas dos fazendeiros para criação de gado e plantio de soja no entorno do Parque, pela destruição das matas ciliares que deveriam proteger as nascentes do Rio Xingu (que ficam fora do Parque) e agora a construção da usina de Belo Monte, a terceira maior do mundo, que irá inundar grande parte da Reserva (ainda preservada pelos índios), além de alterar de forma irreversível a dinâmica desse rio importantíssimo, não só para os índios, como também para toda a região.
Mas há os que digam que esse é um mau "necessário", pois o País precisa crescer, gerar energia, alimentar o "progresso". Progresso? Essa palavra, mais do que nunca, vem sendo questionada por aqueles que possuem uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade do Planeta Terra, do que de fato é progresso ou apenas uma insana jornada da nossa sociedade em direção ao caos absoluto, da destruição total dos recursos naturais do Planeta e de suas fontes de vida, como os oceanos (com seu declínio assustador da fauna marinha), assim como a desertificação de várias regiões do Planeta (antes agricultáveis) e a escassez de água potável . A invasão do Iraque, com uma desculpa esfarrapada de que o Sadan Russen tinha armas químicas, hoje está provado que o intuito é manter o domínio político da região e assim o acesso ao petróleo extraído do seu sub-solo e a água de rios que cortam o território iraquiano, escassa para o aliado americano na região, Israel.
Felizmente o lazarento do Bush não é unanimidade. Existem aqueles que combatem esse modelo de sociedade e que vêm fazendo um barulho danado, ocupando as ruas e protestando contra as práticas de Wall Street (uma espécie de sucursal do inferno), onde se cultiva valores como a ganância, a especulação financeira, o ganhar dinheiro fácil com a miséria dos outros e por aí vai. Essa onda só veio em decorrência da eminente falência do modelo pregado até hoje, tanto nos EUA, como na Europa. E a falência não é apenas do modelo financeiro, é também do modelo energético, social e ambiental.


Se tiver interesse no assunto, continue a leitura da próxima postagem que publiquei no meu blog no mês passado. Então é isso amigos, vamos entender o mundo em que vivemos e refletir sobre o nosso modelo de sociedade. Aprofundando o debate fica claro que o índios, vistos como "ignorantes" e "preguiçosos", sempre estiveram certos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tempos "modernos".

Século 21 e só agora parece que o mundo está se dando conta dos prejuízos causados pelo nosso modelo socioeconômico e dos danos ambientais praticamente irreversíveis causados pela forma inconsequente como a nossa sociedade explora até hoje os recursos naturais, especialmente a água.
O canal History Channel exibiu um documentário que expos de forma detalhada a inevitável falência do nosso modelo em quatro frentes: social, financeiro, energético e ambiental.
Vou tentar resumir o conteudo do documentário para melhor compreensão do assunto e logo após expor meu ponto de vista.

Modelo social – Uma sociedade que permite que seres humanos sofram e morram vitimados pela mais profunda miséria e pela fome extrema, ao mesmo tempo em que assiste a uma epidemia de obesos em seus países, de cara já dá provas da crueldade do seu modelo. Quando falamos em miséria e fome lembramos de imediato dos países africanos, mas o Brasil, por exemplo, é um dos principais produtores de alimentos do mundo e temos milhões de famintos. Até na maior potência econômica do planeta, os EUA, existem pobres e gente que também passa fome.

Modelo financeiro – O crasch da bolsa de valores de Nova York em 1929 foi o aviso, porém inocentemente desprezado. Hoje assistimos os ditos países ricos envolvidos em escandalosas crises econômicas, altos níveis de desemprego e um endividamento surreal, como os atuais 14,29 trilhões de dólares dos EUA em títulos do governo (onde a China é a principal credora, com mais de 30% do total). Alguém tem idéia do que seja essa dinheirama e de como se paga uma dívida desse tamanho?

Modelo energético – Ninguém se iluda, o mundo é e continuará dependente do petróleo como principal fonte energética (além dos produtos derivados) por mais algumas décadas, como forma de suprir a demanda sempre crescente por energia. E como sabemos, o combustível fóssil é o principal responsável pela emissão de poluentes, isso sem falar nos riscos de sua exploração, como o criminoso desastre ambiental do Golfo do México, abafado no primeiro momento pelo governo americano.

Modelo ambiental – Melhor dizer, a falta desse modelo. A nossa sociedade, excessivamente consumista, predadora dos recursos naturais e suicida. Além da devastação insana das florestas, estamos transformando o nosso Planeta num imenso lixão. Até a imensidão dos oceanos já foi afetada pela poluição, com o declínio de cardumes, destruição de corais e manguezais (berçários da vida marinha). Água potável, esse o nosso maior problema, cada vez mais escassa, é a maior preocupação dos ambientalistas. Singapura é vista como modelo de reaproveitamento de águas de esgoto para consumo humano, isso mesmo, água de cocô. Esse modelo está sendo copiado em algumas cidades americanas e em outras metrópoles do mundo, como São Paulo, que grande parte do seu abastecimento vem da represa de Guarapiranga. Na região da Guarapiranga apenas 54% das residências possuem coleta de esgoto, as demais despejam seus dejetos direto na represa. Ou seja, boa parte da população paulistana há muitos anos bebe água de cocô.

Lembrando que nos itens acima fiz um resumo do resumo dos problemas, e que as consequências desse modelo nefasto são muito maiores e determinantes para as dificuldades de sobrevivência que serão vivenciadas pelas gerações futuras. E assim sendo, vem a pergunta: qual a solução então? Isso tudo que foi descrito já é de conhecimento dos mais atentos, dos mais esclarecidos, mas qual seria a solução eficaz e definitiva?

A solução existe sim, mas infelizmente jamais será adotada pelos governos dos principais países poluidores, assim como pela grande maioria dos cidadãos do nosso planeta, criados no atual modelo, onde somos ao mesmo tempo vítimas e cúmplices passivos. Culturalmente fomos forjados para crer que só existe essa opção e a imensa maioria nunca parou para pensar em soluções e questionar o modelo em uso desde a revolução industrial.

Existe uma comunidade rural nos Estados Unidos que nos dá um valioso exemplo no seu cotidiano de respeito à natureza e suas leis. Na comunidade é proibido o uso de carros, eles ainda usam charretes e cavalos como meio de transporte, são auto-sustentáveis, produzem praticamente tudo aquilo que é necessário a uma vida digna, porém simples e sem os luxos da vida moderna.

No Brasil, no estado do Acre, existe uma cooperativa de extrativistas que sabiamente optaram por manter a floresta em pé, colhendo apenas os frutos oferecidos por ela, como a castanha do Pará e a seiva das seringueiras. Com o recurso da comercialização desses produtos, eles conseguem manter a qualidade de vida da comunidade sem a necessidade de destruição do ecossistema.

Mas para isso o cidadão “moderno” precisaria abrir mão de suas rotinas e de algumas comodidades que o nosso modelo de vida nos oferece, como carros, motos, lanchas, tevês de led, smartphones, tablets e outros tantos bens de consumo, em sua maioria descartáveis e que rapidamente tornam-se obsoletos, propositalmente. É o consumo indiscriminado desses produtos que alimenta as indústrias poluidoras e gera a necessidade de transporte desses itens, que gera mais poluição e consumo de combustíveis fósseis. Estaríamos dispostos e preparados para essa guinada em nossos hábitos? Alguns trocariam fácil de modelo, mas você e seus vizinhos teriam a mesma disposição?

Mas quando se fala em equilíbrio social, econômico e ecológico, os índios nos dão os melhores exemplos. É isso mesmo, os índios, justo eles que são rotulados de forma preconceituosa pelos ditos civilizados como atrasados, ignorantes e preguiçosos.

Voltando um pouco e relembrando fatos históricos, quando os portugueses invadiram nossas terras com a finalidade única de saquear nossas riquezas, aqui já existia uma população de cerca de 5 milhões de seres humanos, chamados erroneamente de índios. Essas etnias carregavam até aquele momento uma cultura milenar de convivência respeitosa com a natureza e suas leis, viviam dentro de um modelo auto-sustentável e num regime social justo, o verdadeiro socialismo. Pois dentro do modelo dessas etnias, se um membro passar fome é porque todos estão passando por privações. Todas as atividades desses povos são exercidas em conjunto e em prol da comunidade, que vai da pesca, aos grupos de caça, a formação de pequenas lavouras e colheita, assim como a construção das ocas, que abrigam grupos familiares inteiros. Quando um índio se casa, o rapaz muda-se para oca da família de sua mulher e leva consigo apenas sua rede e alguns pertences, como arco e flechas. Não tem essa de comprar um apartamento novo, como fazemos. Isso faz com que eles não precisem desmatar novas áreas de floresta, além de propiciar a convivência com os demais, um exercício constante de tolerância. Muito diferente de nós “civilizados” não? Que dentro do nosso modelo cada vez mais se fomenta a cultura do individualismo, onde alguns adolescentes de classe média, por exemplo, acham-se no direito de exigir dos pais um quarto só para si. Não tendo a tolerância para conviver sequer com seus irmãos do mesmo sexo, tudo em nome do direito à privacidade, muito em moda atualmente.

Nos tempos da “colonizavam” surgiu no sul do Brasil uma iniciativa fantástica concebida por padres jesuítas, que compreenderam e respeitaram a riqueza da cultura das etnias indígenas da região e assim fundaram as Missões, que foi enquanto durou um modelo riquíssimo e a ser adotado no resto do País, mas como o modelo era visto com receio pela coroa portuguesa e pela autoridade máxima da santa madre igreja, sócia e conivente com o sistema de poder daqueles tempos, ordenaram a total destruição das Missões pelos bandeirantes, que passaram para a história como heróis, pois como sabemos, escreve a história aquele que vence a guerra.

Na década de 60, com a expedição dos irmãos Villas Boas em direção ao oeste do país, até então inexplorado, foram feitos os primeiros contatos com as tribos ainda “selvagens” (entre aspas mesmo) e surgiu a idéia da criação do Parque Nacional do Xingu, com uma área de 26 mil quilômetros quadrados totalmente preservados, que até os dias de hoje abriga as etnias que conseguiram sobreviver ao genocídio promovido pelos portugueses, hoje com cerca de 5 mil índios.

Com a criação do parque foi possível viabilizar a sobrevivência e o futuro das nações indígenas do Xingu, da cultura dessas etnias e principalmente do modelo de vida desses povos, que vejo como próximo a perfeição, pois além da preservação absoluta de rios, matas e fauna da região, vivem dentro de um modelo socioeconômico desenvolvido e testado há milhares de anos, onde não existe diferenças de classes, onde todos compartilham das riquezas da floresta (sem destruí-la) de forma igualitária, onde a medicina é gratuita e de qualidade (pois o pajés e os anciões conhecem remédios para todas as doenças conhecidas pelos índios até a chegada do branco e suas doenças novas: tuberculose, sífilis, gonorréia, sarna, entre outras). A Educação, privilégio de poucos em nossa sociedade, é também gratuita entre os índios, obviamente se você tem o alcance de entender a cultura dessas etnias, além do devido respeito.

Mais alguns podem dizer assim, mas deve ser muito monótono viver no meio do mato. Enganam-se, assim como nossas festas tradicionais, como o São João, por exemplo, que tem origem no costume ancestral de se festejar boas colheitas, as aldeias também têm as suas festas, seja para comemorar uma boa colheita, como por motivos de crença, como é o Kuarup, um grande evento, uma espécie de cerimonial de despedida dos mortos naquele ano, encerrado após as lutas de huka huka, meio parecida com a luta greco-romana.

A Rede Globo está exibindo uma série no Fantástico que tenta reproduzir a jornada dos irmãos Villas Boas e promete ao final da série a chegada ao Parque Indígena do Xingu. Tomara que a emissora aproveite o ensejo para mostrar ao País o bom exemplo do modelo social das nações indígenas do Xingu e a preservação do ecossistema da área da reserva, em contraste com a devastação em volta dos limites do parque, retratada na série: Xingu, terra ameaçada.

Segue o link para a chamada da série:
http://www.youtube.com/watch?v=2YFyfY3PTPk&feature=related

domingo, 26 de setembro de 2010

Seguro, só com Corretor de Seguros.

Saiba como diferenciar um corretor de seguros (oficial) de um vendedor de seguros.
Para bem definir um vendedor de seguros, basicamente é aquele em que a relação com o cliente termina logo após a venda da apólice de seguro, não havendo da parte do vendedor nenhum compromisso com o Cliente durante a vigência da mesma . Vendeu? Seu foco a partir desse momento passa a ser com a próxima venda. Nessa categoria podemos citar: vendedores de carros, gerentes e funcionários de bancos e outros canais de venda massificada, é a chamada venda de balcão. Nesse tipo de venda de seguro, em caso de sinistro, o Cliente conta apenas com um 0800 das centrais de atendimento das Seguradoras, onde terá que tratar de seus interesses com o corpo técnico da mesma, sem que conheça, em sua grande maioria, seus direitos e obrigações. E aquele vendedor que foi tão solícito na hora da contratação do seguro, não dedicará nem cinco minutos do seu tempo com você, apenas o tempo necessário para lhe comunicar que você terá que se virar sozinho com a central de atendimneto da Seguradora e lhe desejar boa sorte!
Pensando no Consumidor, no ano de 1964 foi regulamentada a profissão de Corretor de Seguros, figura obrigatória na contratação de uma apólice de seguro, para que a relação de consumo (entre Segurado e Companhia de Seguros) tenha um maior equilíbrio. Pois a principal função do Corretor de Seguros é assessorar o seu cliente em caso de um eventual sinistro (acidente). São nessas horas que o Segurado percebe a importância de ter ao seu lado um Profissional experiente e comprometido com os seus direitos como Consumidor.
Em 15 anos de atuação como Corretor de Seguros em Brasília, eu poderia citar inúmeros casos onde a minha intervenção contribuiu para dar agilidade ao processo, como também a melhor solução diante da complexidade de alguns sinistros, mas isso tomaria muito tempo de sua leitura, são inúmeros os casos. No meu site, reservei um espaço aos meus Clientes para que falassem um pouco dessa relação de confiança e atendimento personalizado (http://www.maltaseguros.com.br/relatos.html). São relatos de Clientes antigos, alguns com mais de 14 anos de convivência, profissionais de diferentes categorias: Policiais Civis e Federais, Advogados, Jornalistas, Servidores Públicos e Executivos. Aos quais aproveito para agradecer as palavras de reconhecimento e amizade.
Por isso é que aconselhamos que as pessoas não contratem seguros em uma agência bancária? Pelo simples fato que as Corretoras cativas dos bancos não atuam como deveriam (conforme a ética da profissão), em defesa dos interesses dos seus Clientes junto a Seguradora do banco. Fazem apenas a venda do seguro, deixando o Segurado por conta de um 0800 no momento em que mais precisam de orientações, ou seja, no sinistro. Não só no primeiro momento (quando o sinistro acorre), como também no desdobramento do processo junto a Seguradora, oficina e terceiros envolvidos, deixando o Segurado perdido, sem informação. Eu tenho diversos casos a citar onde Clientes meus foram atingidos por veículos onde o seguro foi contratado em banco e eu tive que orientar o terceiro (Cliente do banco) com relação aos procedimentos a serem adotados, assim como o acompanhamento de todo o processo nas Seguradoras e oficinas envolvidas.
Além disso, o que testemunhamos é que tanto os vendedores de concessionárias, como os funcionários de bancos, vendem seguros de forma irregular, pois nenhum deles possuem a formação e habilitação para atuarem como se Corretor de Seguros fossem, caracterizando nesses casos o exercício ilegal da profissão.
Também no meu site, oriento como o consumidor de seguros pode identificar se a pessoa que está lhe oferecendo um seguro tem o registro na SUSEP como Corretor de Seguros (Oficial), se este é fiscalizado pelos órgãos responsáveis e se responde civilmente por seus atos profissionais, refiro-me a imperícia, negligência ou dolo. Saiba mais em: http://www.maltaseguros.com.br/historico.html .
Então amigos, agora que já sabem distinguir entre um Corretor de Seguros (Oficial) e os vendedores de seguros, não se deixe seduzir pela oferta do segurinho barato, opte sempre pelo melhor preço (qualidade da seguradora + assessoria do seu Corretor de Seguros). Muitas vezes por conta de uma diferença de R$100 ou R$ 200,00 na hora da contratação do seu seguro, você poderá ter desapontamentos e até prejuízos financeiros, que lhes darão a certeza que a economia inicial não foi a melhor escolha.
Para finalizar, vai aqui um link para um comparativo feito pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros quanto as diferenças entre um Corretor de Seguros e o Gerente do seu banco. É só clicar na frase que aparece no notebook, na tela principal do meu site: http://www.maltaseguros.com.br/ .
A frase diz: Seguro, só com o Corretor de Seguros.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Use o cinto de segurança.

Em maio desse ano, num passeio a Chapada dos Veadeiros, um veículo bateu forte na traseira do meu carro. Felizmente meu filho caçula estava em sua cadeirinha, usando o cinto de segurança, nada sofreu além do susto. A minha maior preocupação (e instantânea) foi com o Arthur, que tem 04 anos, o capitão caverna aí do lado. Mas graças ao uso correto da cadeirinha e do cinto de segurança ele não foi arremessado. Assistam ao vídeo abaixo, ele nos dá a dimensão exata da importância do uso desse equipamento.

domingo, 1 de agosto de 2010

Y Ikatu Xingu.

Enfim, branco aprendendo com índio. Após décadas desmatando a floresta para plantar capim e soja, o homem branco está se dando conta do enorme estrago causado a sustentabilidade da região. Agora a nova geração de fazendeiros que  ocupam o entorno do Parque Indígena do Xingu, incentivados por seus filhos, que hoje aprendem na escola o óbvio, que os índios tinham razão, que não existe futuro sem a preservação de matas, rios e a fauna. Surgiu então a idéia de um projeto que promete bons resultados para as futuras gerações de fazendeiros e índios, é o Y Ikatu Xingu , que traduzindo significa salve a água boa do Xingu, criado com o apoio do Instituto Sócio Ambiental, que oferece o suporte técnico necessário para a viabilização do projeto. Lembrando que tudo isso só é possível hoje, graças a visão dos irmãos Villas Boas, que nos anos 60 foram responsáveis pela criação do Parque Indígena do Xingu, com seus 26 mil km quadrados de reserva, que até hoje ainda encontra fazendeiro que não aceita e não entende a importância estratégica do Parque, como um banco natural de sementes e de preservação de espécimes cada vez mais raras.
Espero que esse bom exemplo sirva aos fazendeiros que ocupam o cerrado e a mata-atlântica, igualmente devastados, fruto da ganância e ignorância dessas pessoas, que no passado e até hoje, destroem o que os povos indígenas preservam, a sua maior aliada, a Natureza.
O Globo Rural de hoje, 01/08/2010, dedicou uma matéria (em dois blocos) falando desse rico Projeto, Y Ikatu Xingu, assistam nos links logo abaixo.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Mestre Antonio Nóbrega

Antonio Nóbrega, conhece? Ele não é de aparecer para a grande mídia. É um artista que enobrece e fomenta a música de raiz, folclórica, talvez por isso os meios de comunicação não se interessem por ele. Modestamente, Nóbrega se define como um brincante, forma como são chamados os participantes dos folguedos no interior de Pernambuco. Mas para apresentá-lo melhor temos que citar uma lista de talentos do mestre: cantor, compositor, instrumentista e exímio dançarino, além disso um pesquisador das origens da nossa cultura. Para resumir, trata-se de um verdadeiro embaixador da cultura pernambucana. Por isso, como forma de render uma modesta homenagem, separei três vídeos que dão uma pequena mostra da genialidade de Antonio Nóbrega.

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Melodia Sentimental, com balé: http://www.youtube.com/watch?v=KoSpFzyzJao

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vamos acabar com o voto obrigatório.

2010, ano de eleição.
Em breve veremos a programação da TV ser invadida pelos ilustres candidatos a distritais, deputados federais e senadores, com as mesmices de sempre, promessas e ataques aos adversários. Porém nos meus 46 anos de vida, jamais vi um candidato, que eu me lembre, que usasse o horário eleitoral gratuito para defender o fim da obrigatoriedade do voto.

Sabem porque eles não fazem isso, porque os caciques dos seus partidos não permitem, isso desmantelaria as aspirações da grande maioria dos políticos brasileiros e de muitos partidos, que apostam todas as fichas nessa ferramenta de poder, a ignorancia do eleitor.
Com o fim da obrigatoriedade do voto, compareceria as urnas somente o eleitor interessado em política, aquele que acompanha a trajetória desses caras e tem o discernimento necessário para julgá-los no dia da eleição. Não que o cidadão mais politizado esteja imune ao engano, mas com certeza não vota em políticos com o histórico já conhecido de corrupção e outros crimes ainda mais graves, como temos aqui em Brasília.
Em contrapartida, o eleitor menos esclarecido, o povão, que é quem elege os de sempre, deixam-se influenciar facilmente pelas bem elaboradas propagandas na TV e pelas promessas de doação de lotes em terra pública, promessas de emprego, autorização de exames e cirurgias na rede de pública de saúde, etc.
Tendo nas mãos essa massa fácil de ser ludibriada e manobrada, qual o interesse que os coronéis da política desse país teriam em por um fim a obrigatoriedade do voto? Isso me faz lembrar o saudoso Odorico Paraguaçu, que se estivesse vivo, diria: "seu Dirceu borboleta, isso não passa de uma invencionice dessa imprensa marronzista e moscouvita. Prafentemente, com o inauguramento da minha obra-prima (o cemitério de Sucupira), esse povo logo esquece essa bestagem".
Político sério e bem intencionado, na minha opinião, teria que começar uma campanha abraçando essa causa, se não o faz e rende-se a vontade dos caciques dos seus partidos, já nos dão de saída uma mostra do que serão como parlamentares. Digamos nós, cidadãos conscientes, um grande NÃO a obrigatoriedade do voto. Vamos criar um Projeto de Lei de iniciativa popular acabando com o voto obrigatório, será um enorme passo para o início de uma nova ordem na política brasileira, começando pelo voto com maior nível de consciência.